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Domingo, 30 de Outubro de 2011

Ambientes Virtuais de Aprendizagem: o Twitter

7. Reflexão final

Recordo aqui a forma como começou esta aventura na Twitterlância:




Em rigor, não conheço a ferramenta. Sei que é uma espécie de microblog, que permite a troca de mensagens com um número limitado de caracteres, sei que é bastante utilizado por algumas pessoas, nomeadamente jornalistas e profissionais de e-learning e ainda que é frequentemente utilizada para dar conhecimento de acontecimentos emergentes, como conferências ou revoluções. (...)

Desconheço, portanto, se se trata de uma ferramenta útil em educação; em caso afirmativo, quais as aplicações possíveis; se existem estudos que comprovem a aplicabilidade do twitter em ambientes educativos; se essa aplicabilidade aporta algum tipo de vantagem; e se a aparente superficialidade e excessiva abundância do twitter tem, ou não, reflexos sobre o ambiente virtual de aprendizagem. Portanto, destituído de preconceitos e com muita curiosidade, lanço-me numa aventura na Twitterlândia.


Quatro semanas depois, sobram perguntas mas apareceram algumas respostas.

O Twitter é relevante. Sustento essa afirmação com base nos seguintes argumentos:

a) Exposição pública: o Twitter é uma excelente ferramenta para a interligação de diversos espaços pessoais e profissionais na rede. Como vimos, permite a ligação entre Diigo, Packrati, Linkedin, blogue, FriendFeed, Facebook, etc. Numa época em que tantos são aqueles que procuram um emprego, dedicar algum tempo ao Twitter e às diversas comunidades em rede parece ser uma atitude do mais elementar bom senso.

b) Aumento da visibilidade na internet: a partir do momento em que comecei a utilizar o twitter, o número de visitas ao meu blogue aumentou espectacularmente. Na última semana optei por tweetar o mínimo possível para verificar se haveria, de facto, alguma coincidência entre a utilização do Twitter e o número de visitantes. A resposta foi inequívoca: quanto maior a utilização do Twitter, maior o número de visitantes on line.





Note-se: na visão geral do histórico de visitas, há um antes e um depois do Twitter, claram,ente representado pela linhas verticalmente ascendente  no mês de Outubro. Mas há mais:



Neste gráfico mensal é perceptível que na última semana de Outubro, quando optei por twittar menos, o nível de exposição baixou consideravelmente, atingindo os níveis "normais" do meu blogue.

c) Possibilidade de estabelecimento de relações relevantes. A criação de listas, a participação em hashtags, a seleção de informação via Twitter permitem o estabelecimento de relações potencialmente relevantes, sobretudo se tivermos em conta um contexto de formação / informação / educação. Desse modo, arriscaria afirmar que é imprescindível a utilização do Twitter se queremos estabelecer / manter contato com os experts de uma determinada matéria. A minha lista de Filosofia é disso exemplo: de que outra forma poderia eu estar em contato direto com Peter Singer senão através do Twitter?

Portanto, o Twitter modificou a minha forma de estar presente na internet. Além de ter hoje uma consciência diferente acerca da forma como as pessoas se relacionam na internet, reconheço que essa presença pode ser melhorada, incrementada, rentabilizada se soubermos utilizar o Twitter.
Saber utilizar o Twitter passa, inegavelmente, por saber utilizar as ferramentas de gestão, como o Hootsuite. É muito mais simples utilizar o Hootsuite ou o Tweetdeck para gerir a torrente de informações do que fazê-lo na home page do Twitter. Ambos permitem a criação de múltiplas colunas que refletem os nossos interesses. Por exemplo, se queremos verificar os últimos tweets da nossa lista ou de uma qualquer hashtag, a sua visualização no Hootsuite é muito mais rápida e intuitiva do que no Twitter.

Claro que há outros microblogues. Para os interessados, eis uma lista dos microblogues atualmente disponíveis (há muitos mais…) na internet:

Alguns são bastante promissores, como o Tumblr, mas outros são a imagem da frivolidade, como o I Rate My Day, que consiste em classificar o dia do utilizador como “bom” ou “mau”.

Grande parte dos microblogues aposta claramente na mobilidade: a comunicação na internet já não é mediada por um computador, pois novos aparelhos (i-phone, i-pad, smartphone, …) fazem o mesmo em qualquer lugar.

Uma comparação dos vários serviços de microblogging pode ser vista aqui:
http://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_microblogging_services

Uma outra muito interessante apresentação sobre o microblogging:


Sobre as vantagens e desvantagens do Twitter, recomendo a leitura deste estudo, onde se demonstra que uma das principais desvantagens do Twitter é a impossibilidade de o autor ser verdadeiramente proprietário dos tweets que produziu, por via da impossibilidade de criar links para cada conteúdo ou de fazer o download de todos os conteúdos produzidos.
Finalizo com esta ideia final: para que serve, então, o Twitter em educação?

In academie, microblogging is used to offer a backchannel forum  during live classes, to send reminders of test dates and project  deadlines, to build online community, and to offer notification of  class cancellations due to bad weather. As with many communication modes enabled by electronic tools, care must be taken to  separate signal from noise. For large classes, filters might be advisable to keep from overwhelming a microblog conversation, but learning teams, smaller seminar classes, and project-based activities could all benefit from the collaborative opportunities offered  by these tools. Study groups can offer multiple points of view on a  topic, conduct research from different library locations, or send a  virtual shout-out to colleagues about a discovery or the results of  an experiment so that all members can discuss what that means  to the project at hand. By offering a variety of media and increasingly sophisticated tools, microblogging fosters communication for  students that seems more natural and enjoyable and could inspire  them in new genres of performances or art.


Por isso, diriei que do ponto de vista profissional não há como ignorar o Twitter. É a diferença entre estar ou não estar na Rede.

Leia também:
0. Expectativas
1. Primeiras impressões
2. Hootsuite ou Tweetdeck?
3. O perfil de Utilizador
4. A importância das listas
5. Outras ferramentas para uma utilização profissional do Twitter
6. Questões fundamentais
7. Reflexão final

E não se esqueça de participar na sondagem!

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